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Energia renovável e o futuro das hidrelétricas no Brasil

Blog

28 de maio de 2018

Energia renovável e o futuro das hidrelétricas do Brasil

Hidrelétrica

No Brasil, a conscientização quanto aos prejuízos causados pelas hidrelétricas juntamente com a necessidade de se investir em energia renovável é pauta de vários debates há alguns anos.

Os prejuízos causados pelas hidrelétricas, como a remodelagem de sistemas ecológicos, o aumento da emissão de CO2 e a retirada de pessoas de suas casas para possibilitar as inundações levaram pesquisadores do mundo todo a questionar a necessidade de novas formas de produzir energia.

Além disso, as secas impactam de modo significativo o funcionamento das hidrelétricas no Brasil, pois os níveis de água acabam baixando em épocas de pouca chuva.

Assim, os meios não renováveis utilizados para substituir a produção das hidrelétricas, acabam aumentando a queima de combustíveis fósseis e, consequentemente, a poluição.

Michael Taylor, da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), defende que a energia hidrelétrica não é a única alternativa, isso porque sua vulnerabilidade é maior que opções de energia renovável.

Mesmo assim, as hidrelétricas podem ser vistas como complemento em um sistema combinado com meios de produzir energia renovável — energias eólica, solar e biomassa.

Continue a leitura e descubra o futuro das hidrelétricas do Brasil.

As restrições ambientais das hidrelétricas

É cada vez maior o número de restrições que fazem com que alternativas de energia renovável sejam pensadas. Visto que as licenças e autorizações necessárias para a construção de hidrelétricas dificultam as instalações de grande porte.

Toda essa mudança burocrática acarreta na entrada de usinas eólicas e solares no futuro elétrico do país, além de pequenas hidrelétricas (ainda possíveis) e da descentralização da produção e da distribuição de eletricidade.

As interferências em terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação é elevada quando uma hidrelétrica é construída. Por isso, com apoio de ambientalistas, esses povos resistem, dificultando a apropriação dessas terras que seriam destruídas, prejudicando o meio ambiente.

Para o presidente da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), Edvaldo Santana, e para Mauro Severino, professor da UnB, são as incertezas quanto a financiamentos — dificultados com a privatização da Eletrobrás — e as regras mais exigentes que impedem a construção de grandes hidrelétricas nos planos do Brasil.

Como vimos, a privatização da Eletrobrás é mais uma dessas dificuldades, pois com ela o governo não pode mais interferir na liberação de licenças ambientais, por exemplo. Dentro dessas expectativas, o caminho que fica mais aberto em relação a eletricidade está diretamente ligado aos projetos que envolvam energia renovável.

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A conta de luz e o futuro das hidrelétricas

Em maio de 2018 mais um anúncio da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deixa os brasileiros aflitos em relação a suas contas de luz. A notícia é a de que em junho o preço da conta de luz vai subir mais uma vez, agora com a bandeira vermelha 2, a mais cara entre as bandeiras — verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2.

O que isso tem a ver com o futuro das hidrelétricas no Brasil? Tudo! Os reservatórios baixaram e a previsão de chuvas é menor que a média já registrada. Com isso, quem paga a conta é o consumidor que depende das hidrelétricas, que, por sua vez, dependem das chuvas.

Os projetos de energia renovável e limpa

A principal fonte de geração de eletricidade que chega nas casas e indústrias brasileiras são produzidas nas usinas hidrelétricas. Contudo, como podemos perceber, as fontes alternativas se tornam essenciais por diversos motivos.

Pesquisas chegam a conclusão de que o potencial hidrelétrico do Brasil deve chegar logo a sua capacidade máxima. Reflexo disso é o fato de atualmente o país usar menos de 40% do seu potencial, ainda assim, a tendência é a de que mais de 70% da produção seja substituída por fontes de energia renovável, como a solar, que ainda está em crescimento.

De acordo com o professor Luiz Rosa da UFRJ, o fim das termelétricas acompanha o ritmo das hidrelétricas e abrem espaço para alternativas mais eficazes e menos poluentes. Portanto, o governo é um dos responsáveis de incentivar e facilitar o acesso ao uso de placas solares fotovoltaicas, que captam a energia solar e a transforma em eletricidade atingindo desde pequenas casas até grandes edifícios.

Mesmo que os tipos de energia aqui abordados sejam renováveis, pois luz solar e água são fontes inesgotáveis, sempre fica uma pergunta: será que realmente a água é renovável? Vemos a todo tempo notícias de secas e o consequente aumento das contas de luz por conta delas.

Ambas produzem energia considerada limpa, contudo é na construção das hidrelétricas que o impacto ambiental é gigante, destruindo o meio ambiente. Enquanto isso, as estruturas de placas solares podem ser construídas em telhados, não precisando causar danos a natureza.

Com o aquecimento global, nos últimos anos, a seca aumentou e os níveis das represas tendem ser cada vez mais baixos, impedindo que algumas usinas hidrelétricas funcionem em sua capacidade normal. Por isso, a energia renovável proveniente das placas solares ganha destaque, pois não sofre com as secas e mesmo em dias nublados a escassez não acontece.

Agora que você sabe o futuro das hidrelétricas no Brasil, que tal saber como as placas solares vão mudar o mundo?